terça-feira, janeiro 03, 2006

Amor e Amizade - A mesma raiz



A amizade é um belo nome que muda quando nos incomoda.
Petrónio




Ensaio sobre a amizade ou a aceitação da diferença.

Não sou nem pretendo ser o amigo que todos gostam, o socialmente denominado gajo porreiro, que aconselha em nome da “amizade”, que aparece quando os outros estão por baixo, mas que, pretensamente a coberto de uma amizade de contornos dúbios, oferece um ombro “amigo”, da mesma forma que o voo do abutre, quando paira sobre o moribundo, lhe oferece a sombra das suas asas, antes de cair sobre ele.
Outros há que se dão bem com o mal dos outros, sentem até um prazer mórbido na desventura alheia. Ficam danadinhos em contar aos outros, em anunciarem que foram os primeiros a saber. Aí o amigo já não o é, deixa de interessar, está manchado socialmente. Uma outra espécie vangloria-se de emprestar dinheiro a quem dele, por infortúnio ou incúria, em determinado momento o necessitou, apregoando o “altruísmo” a todos quanto lhe interesse que saibam, ganhando assim um pretenso ascendente e graduando a intensidade da sua “amizade” em função desse acto, que deveria ser desprendido, sempre.
Sou amigo à minha maneira, independentemente do julgamento dos outros, ajo de acordo com a minha consciência e em função do que sinto pelas pessoas. Para os moralistas de esplanada ou juízes de balcão, obro de alto, de preferência de forma pouco compacta, para que, qual tiro de caçadeira, a dispersão os abranja a todos. Faço questão de ser democrático na distribuição do desprezo.

A amizade para mim é um valor absoluto, tal como no amor, no verdadeiro e não só no carnal, não há meio-termo, nem o consigo prefigurar. Muito menos poderá haver interesses escondidos. Há “amigos” que se apressam a dizer a outros, com um assombro de judas:
- O quê? Ele nunca te contou nada? É pá, eu até nem estava à espera, o gajo comigo abriu-se todo! – Demonstrando assim que o desafortunado do momento confia mais nele do que no que agora escuta, ousando pensar que assim é mais amigo e que o desventurado o escolheu para propagar a notícia, porque ele não seria capaz de o fazer, tal a mágoa. Não alcançam que o desabafo alheio é para ser ouvido, assimilado e guardado, que os pormenores não interessam, o que está verdadeiramente em causa é o voltarmos a ter o amigo inteiro, alegre e superado.
Não sou mais ou menos amigo deste (a) ou daquele (a), não amo assim-assim ou mais ou menos, ou amo ou não amo, ou sou amigo ou então sou conhecido. Para mim determinados sentimentos tem de ser absolutos, ou alguém é mais ou menos amigo? Ou ama mais ou menos ou assim-assim? Não acredito, e acho de um cinismo social gritante quando alguém opina sobre outrem classificando-o (a) de mais ou menos porreiro(a). Os tomates! Ou é ou não é!
Sou assim e não altero, nem pretendo alterar. Assisti a coisas verdadeiramente inqualificáveis mas mantive o silêncio, julguei para mim, por vezes estrebuchei mas nunca me deixei calcar. Talvez por isso inflecti o rumo há umas luas largas e decidi seleccionar com quem partilho seriedades. Urgia passar valores aos meus filhos e não os podia deixar criar laços com esse tipo de “reis da maledicência”, apesar de meus “amigos” de infância. A exemplo, soou-se em determinada altura que o pai de alguém tinha um companheiro, com se alguém tivesse alguma coisa a ver com isso. Foi um fartar vilanagem de conversas e comentários asquerosos, foi o assistir ao vivo, constantemente, ao vómito dos pseudo quaisquer coisas, nas costas do amigo, a criticar a opção do pai e a gozarem o pratinho.
Foi esse o momento determinante, jamais privaria ou beberia copos com qualquer “castanho” desses que quase, ou se pisam mesmo, nas ruas, jardins e passeios do luso burgo. Por vezes levava os meus filhos à sua presença, não convívio, como quem vai à Quinta Pedagógica, explicando-lhes que a coabitação entre espécies é possível sem, no entanto, existir intimidade.


Decidi, pois, estabelecer um padrão, elaborar a teoria que me permitisse colocar os elementos da equação em evidência, sem recorrer a métodos científicos, pois a mera análise empírica explicaria o raciocínio. Assim, elaborei que, da mesma forma diferenciada com que se faz amor ou se dá uma keka, também as relações sociais mais íntimas poderão classificar-se em amizade e mero conhecimento, estabelecendo a diferença para justificar a tese.
Fazer amor implica, para mim, a existência de um sentimento, uma emoção que se tem por alguém, pode não ser amor mas tão-somente um “sinto-me bem com ela”, uma química que, quando acaba, reconforta tudo, corpo e alma. Deixa-nos água na boca e o desejo da repetição. Por outro lado, também na minha perspectiva, a keka é diferente, pois proporciona um alívio somente fisiológico, da mesma forma que se micta após 15 imperiais ou se defeca quando se está aflito. Dá-nos, quando da expulsão, aquele arrepio de satisfação, aquele aaaaaaaahhhhhhhh, mas não é amor, é alívio, tão-somente.
É verdade que por vezes invoco, de forma algo esforçada, o nome de alguém nestes actos, mais no último, lembrando o que representam ou representaram na minha vida.
A amizade também é, assim e por maioria de razão, comparável ao amor. Ou se é amigo ou então é-se conhecido. Um amigo ama-se como a um irmão e, por vezes, mais ainda, tem-se prazer na sua presença, o tempo passa a correr, gostamos de estar ali e basta-nos. Um conhecido já não é assim, bebe-se um copo ou trocam-se umas palavras, da mesma forma desinteressada com que se trocam fluidos na keka, e só.
Na minha juventude conheci uma moça, mais velha que eu uns anitos, mas jovem também, que me disse que conseguia saber quando é que os seus companheiros ocasionais de horizontal lhe davam uma keka ou havia mais qualquer coisa, aquele “deixa-me estar que me sinto bem”, sem compromisso. Então explicou-me que tudo assentava na reciprocidade de carícias, de conversa, de entendimento, de respeito, de carinho, enfim, de amizade. Assim, o “engate” ocasional que levava para casa se não fosse recíproco e que, após mudar o óleo, tratava logo de limpar a ferramentas e pôr-se a andar, jamais voltaria a ser objecto das suas atenções. É uma pessoa extraordinária, uma grande profissional na sua área, tem duas filhas lindas, fruto de dois casamentos que não o foram e tenho a certeza que foi incompreendida e mal amada. Fui assíduo na sua casa, sempre a seu convite, nunca me impus e isso ajudou-me a crescer, a aprender a amar e a ser amigo.

Da mesma forma são as amizades e os conhecimentos. Com um amigo damos e recebemos, queremos estar com ele, incondicionalmente, sem pressas, sem limites. Preocupamo-nos com os seus problemas como se nossos fossem, partilhamos e somos recíprocos na entrega. Com um conhecido bebe-se, ocasionalmente, um copo e, para além desse acto, talvez um tremocito ou uma conversa sobre a novidade do momento, limpamos a mão e tchau que me vou. Nem mais uma intimidade.
Prezo assim a amizade de uma forma elevada como prezo ao amor. São valores absolutos e equiparo a deslealdade na amizade à infidelidade no casamento, quando ambos são puros, não quando já estão feridos de morte e que, apesar da amarra institucionalizada, já a alma e o sentimento morreram. A fidelidade é pois ao nosso sentimento, não às instituições nem ao bem parecer social.
Como fui forcado em tempos, guardo um barrete no baú que empresto a quem lhe sirva.

27 Comments:

Blogger António Lisboa Gonçalves said...

Amizade é um daqueles conceitos gerais e abstractos de difícil descrição através de palavras, eu por mim, e já com alguns anos de vida tento demonstrar o conceito com actos de diversa natureza fazendo questão de o demonstrar aos que considero verdadeiros amigos ao passo que aos outros simplesmente tento, na medida do possível, ignorar a sua existência, só o não evitando quando de algum modo interferem, ou fazem questão de tentarem, com o meu próprio espaço.Claro que cada vez tenho menos "amigos", mas que até me dá jeito pois assim poupam-me tempo para me dedicar aos que me fazem o favor de serem meus amigos.
Algo que sempre me custou (e custa) alguns dissabores foi o de não estar para aturar hipócrisias e falsas amizades, mas prefiro saber sempre com o que conto e com quem conto.
Um abraço e é sempre um prazer vir até aqui ler-te!

03 janeiro, 2006 16:41  
Blogger Aluap said...

Adorei!
Também a mim me tocou viver na pele as pseudo amizades. Durante uma fase bastante conturbada da minha vida em que me vi num beco sem saída vivi a chamada "fofoca de café".Aqueles ou que por serem família ou que considerava amigos foram os que me enxovalharam, pisaram e riram as minhas custas. De alguns já sabia com o que contava e a esses já tinha cortado o mal pela raíz com outros simplesmente fiquei surpresa. A chanmada "fofoca de café" ou de circunstancia era fruto de alguma verdade fantasiada com alguma imaginação mas com a gravidade de nunca ter havido conhecimento de causa.Esquecem-se que alguns que consideram amigos são conhecidos de outros e que assim as coisas chegam aos ouvidos do lesado podendo o mesmo fazer as suas elacçoes do que é verdade e do que foi acrescentado.No meio de toda esta parafernália de conversas ridículas e estúpidas de quem não tem mais nada que fazer consegui saber quem são os verdadeiros amigos: os que nos dão a mão desinteressadamente, os que nos ajudam em qualquer momento e nos fazem olhar o problema de várias prespectivas. Esses serão os meus verdaeiros amigos que nem pelos dedos de uma mão se contam e com esses sim eu partilho as minhas dúvidas, as minhas incertezas, os meus problemas e as minhas alegrias.Os pseudo durante o problema viram as costas e quando se vislumbra um horizonte mais amplo aparecem i dizem: "vê lá se for preciso alguma coisa podes contar comigo..."(que ridículos)!
Também tive grandes surpresas com pessoas que nem imaginava...mas penso que a vida é mesmo assim: os problemas, as dificuldades servem para nos fazer crescer interiormente para enfrentarmos as situações com alguma esperança e opitimismo e saber que contamos com os verdadeiros amigos.
"A inveja é um dos obstáculos que tens que superar sem o veres"
;-)Beijinhos

03 janeiro, 2006 19:27  
Blogger O Transmontano said...

Meu AMIGO, escrever sobre este tema seria exaustivo. Por isso, recorri a um ilustríssimo escritor, Camilo Castelo Branco, que sobre os amigos escreveu o seguinte:
"OS MEUS AMIGOS"
"Amigos cento e dez e talvez mais
Eu já contei! Vaidades que eu sentia!
Pensei que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos cento e dez, tão serviçais,
Tão Zelozos das leis da cortesia,
Que eu, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez houve um (somente)
Que não desfez os laços quase rotos.

-Que vamos nós (diziam) lá fazer?...
Se ele está cego, não nos pode ver...
Que cento e nove impávidos marotos!"

Por tudo, por seres quem és e como és, e, por me teres dado o prazer de partilhar contigo este poema, bem-hajas. Um abraço.

03 janeiro, 2006 21:23  
Blogger lazuli said...

Um dia...Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos risos que partilhámos.

Não me lembro do resto.

Um bom retrato que fizeste, Manel.

E partilhá-lo contigo, é um privilégio.

04 janeiro, 2006 00:46  
Blogger Isabel-F. said...

Oi Manel.,

Coincidência...o meu Post de hoje é sobre o mesmo tema.

Amigos...são a família que escolhemos (disse alguém...)....é um dos valores, dos poucos que nos restam que prezo.

Beijinho.

P.S.: o teu texto está maravilhoso. posso assinar por baixo?

04 janeiro, 2006 10:26  
Blogger Cristina said...

Olá
Ano Novo...Vida Nova...lá diz o ditado !!!
No começo deste novo Ano,
resolvi dar ao "meu mundo",o meu nome .
A partir de hoje,pode-me encontrar em :

http://omundodacris.blogspot.com

Desde já peço desculpas, pelo incómodo que possa causar.
Beijinhuss

04 janeiro, 2006 17:03  
Blogger Poesia Portuguesa said...

Começo pela música... que adoro! Já me conseguiste pôr a cantar aqui (eu que canto tão mal! Mas a voz do Zeca Afonso tem este condão em mim!)
Depois li demoradamente o texto...começas a falar de amizade de uma forma, que me recordei de um pequeno poema que ofereci em tempos a alguém:

"Amigas...
Nas palavras, nos momentos,
de magia, de loucura, onde o sentimento
não se afunda, onde o credo da palavra
Amizade,
não é uma palavra vã, é solidariedade, é
medo, transformado em lágrimas, é sorrisos
transformados em flor, que se colhe
na bruma do dia que está a nascer...

Avisto o mar, e o meu pensamento
corre, naquele mar azul, imaginando
presenças sentidas... nas palavras,
na vontade de te dizer:
Vive...mesmo no mundo virtual,
a palavra Amizade tem sentido,
tem beleza, tem profundidade..."

Falar de Amizade para mim é algo belo, mas também com uma certa dor, o faço...
Gostei do teu texto e de uma certa forma do conteúdo. Colocas a visão do Homem acerca de certos aspectos, que a minha feminilidade, talvez veja de uma outra forma. A relação de Amizade é uma, a de amor é outra…mas uma não vive sem a outra, em géneros diferentes…
Estaria aqui a “falar” sobre um tema que me é querido, talvez mais logo volte aqui e, no silêncio do meu quarto volte a ler-te.
Beijo meu ;)

04 janeiro, 2006 17:23  
Blogger paper life said...

Texto com direccão, presumo.

Cada vez mais actual apesar disso.
A Amizade é para mim mais "longa" e perene que o Amor.

Não transijo também: sou ou não sou amiga.
Sei que tenho poucos mas grandes amigos. Não sou dada a ilusões.

Amo-os.

Faz o mesmo e passa à frente. Manuel.

:) Bjs

04 janeiro, 2006 21:19  
Blogger Nina said...

Hoje recomeço com as minhas visitas...deixo um beijinho cheio de amizade neste inicio de ano :)

04 janeiro, 2006 21:22  
Blogger lena said...

ler-te deixou-me emocionada, a amizade é algo que partilho sem pressa
não sei se a consigo comparar totalmente ao amor, embora para mim o amor seja também partilhar sem pressa, só que penso que o amor pode terminar a qualquer momento e a amizade essa fica para sempre,
consigo acompanhar o que dizes escrevendo, consigo até partilhar muitas das tuas opiniões, gostei de te ler como sempre, em ti já nada me surpreende pois tens partilhado aqui momentos e assuntos interessantíssimos
fazes-me pensar, ficar a meditar e analisar muito do que comigo se passou ou que se pode passar
por isso de admiro

passar pelo teu blog é uma prioridade
obrigada por estes momentos de reflexão

beijinhos muitos

lena

04 janeiro, 2006 23:03  
Blogger Isabel-F. said...

Oi Manel,
Claro que podes usar...sempre que queiras...será para mim uma honra.

Bj

05 janeiro, 2006 11:55  
Blogger Menina_marota said...

Vim ouvir a voz do Zeca e, (re)ler-te...logo voltarei.
Beijo meu ;)

05 janeiro, 2006 13:26  
Blogger Henrique Santos said...

Meu caro Manel,
Eis um exercício sobre a amizade, assim a modos que um ensaio. Mas mais do que um ensaio, é um repositório de experiências importantes, que atravessam e cruzam os caminhos da amizade pura e dos conhecimentos ocasionais. Na minha opinião, a amizade encerra em si, um válido código de comportamentos, que como muito bem dizes, se assemelha à fidelidade dum casamento. Tenho amigos que superam a irmandade, porque a família a gente não escolhe e um amigo, pelo menos a gente aceita ou não. Nem a virtualidade dos comportamentos "net'eiros" consegue distorcer o que penso, pois tenho amigos virtuais que valem por muitos conhecidos... Se aqui a gente se despe, mostrando o nosso interior, se aqui estamos com convicção, tudo o que transparece vale muitos anos de convívio. O meu avô dizia, que se um amigo o convidasse para beber um copo, iria se lhe apetecesse, mas se o mesmo amigo precisasse então, nem pestanejaria, iria logo! Esta personalização da amizade, fundamentada nos princípios que lhe servem de raíz, é um bem precioso, fundamental ao enriquecimento do convívio humano.
Desculpa o comentário ser tão longo, e se calhar não esteve à altura deste "post" magnífico.
Um abraço, Ricky

05 janeiro, 2006 14:27  
Blogger Doutor X / Elisabete said...

Sinto o mesmo sobre amizade, porém não sei se consigo ser tão perfeita assim...Te vejo sempre no missisclof. Bé

06 janeiro, 2006 11:37  
Blogger vero said...

Passei para deixar um beijinho grande e bom Fds...***

07 janeiro, 2006 21:53  
Blogger lena said...

foi bom vir de novo e reler-te, ouvir aqui em silêncio Zeca Afonso e desejar-te um bom domingo

beijinhos meus

lena

07 janeiro, 2006 22:39  
Blogger Micas said...

A amizade para mim é Sagrada, um amigo é um tesouro. Também não gosto nem acredito em "meios-termos" do que diz respeito a sentimentos. Por isso tenho tão poucos amigos, amigos daqueles com "A" grande, mas esses poucos sei que posso contar com eles, estão sempre presentes quando grito por auxilio, mais do que partilhar os bons momentos, estão presentes nos momentos menos bons. Cuido dessas amizades como se da flor mais frágil e rara se tratasse. E são esses valores que tento passar aos meus filhos, porque hoje em dia há tanta falsidade, tanta hipocrisia, vive-se num mundo de falsas aparências...
Não deixes nunca de ser como és, fazes falta à humanidade.
Beijos e bom fds

07 janeiro, 2006 23:42  
Blogger Isabel-F. said...

....passei para te desejar uma boa semana.

Bj.

09 janeiro, 2006 10:39  
Blogger TMara said...

subscrevo o teu belo ensaio sobre a amizada. Só diferimos numa coisa: para mima amizade é a mais be a pura forma de amor. Dáe não exige, não cobra. No amor paixão, com sexoà mistura acabamos, num momneto ou outro da vida or fazer cobranças.Msemo k as não verbalizemos eas ficam por vezes dentro de nós em fpequenas frustrações de uma atitude k não foi exactamnete a k esperávamos, ou algo similar...
Talvez por viver segundo estes princípios tenha tão poucos AMIGOS.
obrigada por tpartilhares connosco o teu pensamento sobre esta matéria.
Bjs e ;) e boa semana

09 janeiro, 2006 20:51  
Blogger vero said...

Queridos amigos, o que é para vós a "PAIXÃO" e o "AMOR" ?
As mais belas definições/ interpretações serão depois publicadas no meu blog!
Posso contar convosco?
Beijinhos***

10 janeiro, 2006 19:28  
Blogger zicacabral said...

belissimo ensaio sobre o amor e a amizade. Penso como tu Manel. A amizade é uma forma de amar e tenho mantido algumas pela vida fora. Muitos conhecimentos e algumas amizades.
Quero agradecer os comentários que deixaste nos meus bloguinhos e dizer-te que mesmo virtual te considero um amigo, digno do mais alto respeito. Se não conheço o exterior , conheço-te o interior que considero riquissimo e que me enriquece tb ao ler as tuas ideias.
Tenho tido muito pouco tempo para vivsitar os blogs e pôr algo no meu mas nunca me esqueçp.
Beijinhos enormes
Zica

10 janeiro, 2006 20:06  
Blogger Carlos said...

Amor e amizade são as verdadeiras jóias que conseguimos conquistar durante nossas vidas. Podemos até viver sem elas, mas certamente seremos muito mais felizes se tivermos ambas. Abraço.

10 janeiro, 2006 21:22  
Blogger Micas said...

Vim te desejar um bom dia :)
Beijinho

11 janeiro, 2006 10:02  
Blogger maresia said...

eu confesso que também tenho muita mau feitio... essa coisa da gaja porreira, não assenta nada em mim...

;)

12 janeiro, 2006 20:09  
Blogger lazuli said...

é impossível...digo eu... que não se concorde com o teu texto, que tem um aspecto essencial para além do prazer da sua leitura. Faz pensar, separa águas, dá a tal sensação de estar a recordar/reaprender ou simplesmente a reconhecer muito do que sente ou se pressente sobre este tema da amizade. É como se de repente se sentisse a vontade de dizer: eu também sou assim, eu também penso assim, eu também quero que seja assim.
É por isso um texto "pedagógico" que não se limita a expressar a tua opinião, ele faz-nos pensar e "aponta"-nos um caminho, e cai fundo em quem o lê.
E é assim porque lá no fundo, sejamos como formos, mauzinhos, é nisso que acreditamos, é a isso que aspiramos.
E por isso, é um ensinamento. O ensinamento da amizade (e do amor também), e o destrinçar dos laços, separando o trigo do joio.

Ao reler o teu texto não resisti a debitar estas notas de rodapé, para no final concluir que é assim que deve ser. Conclusão fácil mas com contornos sinuosos que tão brilhantemente soubeste transmitir.

Um beijo e não te esqueças de continuar por cá.

fernanda G.

13 janeiro, 2006 05:30  
Blogger Menina_marota said...

Andei a vaguear por aqui, saudosa de palavras que me enchem a alma, mas que ao mesmo tempo trazem-me a marca da desilusão, por no meu íntimo não aceitar a perda de amizades que durante tanto tempo fizeram o meu sentir.

E, cheguei à conclusão de que consigo sobreviver sem amor, mas sem amizade, afundo-me no mais fundo da minha alma.

Porque na amizade está implícita uma forma de amor, enquanto que, quando o amor morre, a maioria das vezes nem amizade resta, pelo contrário, as pessoas ganham uma forma de raiva surda, deixam-se afundar completamente no pior dos sentimentos: o ódio!

Tenho saudades de amigos que o tempo afastou, mas é engraçado, não tenho saudades de amores antigos.

Sinto a falta de pessoas com quem estabeleci um elo tão profundo, que lhes reconheço a voz, nos meus próprios sonhos...

A Amizade é algo que preservo dentro de mim, ao longo dos tempos. Mesmo que a Vida nos separe, ela não morre, sobrevive a todas as intempéries... porque esta é a diferença entre a Amizade e, o amor, ou paixão, como quer que lhe chamemos...

É por isso que a Amizade verdadeira, dura para além da morte, enquanto que o Amor é tão facilmente substituído...

Deixo um abraço carinhoso e saudoso de te ler :)

29 janeiro, 2006 15:47  
Blogger girassol said...

TCHIM TCHIM!!!...
Bebo à tua, contigo, se quiseres... Não, não é? É que não somos amigos, nem conhecidos... Pois, então, digo um obrigada daqui. É que é isto tudo que escreveste. É isto mesmo. A amizade é o maior amor do mundo!... E ser amigo tem implicâncias (não sei se isto se diz, não me soou muito bem...) que nem toda a gente está disposta a suportar, nem pensam nisso...
Um abraço

03 fevereiro, 2006 12:58  

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