quarta-feira, dezembro 07, 2005

A verdade oculta

“A velocidade é a essência da guerra. Ganha vantagem da falta de prontidão do inimigo; progride sempre por itinerários inesperados e ataca-o onde ele se sente mais seguro.”
Sun Tzu


A todos os que compartilham as minhas mágoas.

Dei comigo a pensar, enquanto caminhava embrenhado no som dos meus passos, mas atento a tudo o que me rodeava, que já há duas longas semanas que Dijana se foi. A patrulha apeada que efectuávamos há quatro longos dias, a par das poucas horas de sono, começava a causar o nervoso miudinho característico do desgaste causado pela fadiga e pela tensão. Não estávamos propriamente em passeio por aquelas montanhas na zona de Raska Gora, a norte de Mostar, com paisagens de cortar a respiração. Não fosse a guerra e pareceria uma daquelas caminhadas organizadas.
A cidade onde tínhamos agora a base de apoio, perto do aeroporto, recebeu o nome devido a uma ponte romana que os eslavos haviam baptizado de Stari Most (Velha Ponte) e que, com a ocupação otomana, havia evoluído para Most stari e posteriormente Mostar, nome que ainda mantém. Várias pontes ligavam a margem oeste à margem leste do rio Neretva, mas aquela, o ex-libris da cidade, ficou famosa porque o mundo assistiu à sua destruição através de imagens quando a artilharia sérvia a destruiu em Novembro de 1993.
Agora o sector mantinha-se relativamente calmo desde que em Maio passado (1994), croatas e muçulmanos assinaram o acordo de união e a criação da Federação da Bósnia e Herzegovina.
Havia relatos de algumas infiltrações em território sob a nossa responsabilidade por guerrilheiros Chetniks vindos da Sérvia e da República Serpska da Bósnia, assim como de Mudjahedin vindos de toda a parte do mundo árabe para ajudar os bósnios. Estes entravam pela Albânia e depois seguiam por mar até à Baía de Klek, única faixa de terreno que dá acesso ao Adriático. Impunha-se localizá-los no caso de entrarem na zona sob protecção da ONU, relatando o facto e aguardando a decisão do comando.

A paisagem era qualquer coisa de maravilhoso e as inúmeras cavernas existentes fariam as delícias de qualquer espeleólogo, assim como eram agora a nossa preocupação, pois havia notícia de que vários grupos de guerrilheiros se escondiam nelas de dia, atacando as populações durante a noite. Há duas noites que se ouviam disparos de armas ligeiras, gritos e, ocasionalmente, quando o vento o trazia, chegava-nos um cheiro adocicado e enjoativo, fruto da incineração de pessoas, animais e casas. Daí que o indispensável companheiro do soldado nestes cenários seja o frasco de Vick Vaporub, é que para além de desentupir as narinas protege da única dimensão que os media ainda não dão; o odor.
A tensão era pois elevada. No caso dos bandos nos encontrarem...tínhamos ainda presente o que sucedera aos três americanos e aos dois belgas encontrados dentro de uma escola primária abandonada. Ainda era uma incógnita a identidade dos autores.
Saímos da orla da floresta e deparámo-nos com uma quinta num pequeno vale em altitude, onde nos apareceu na eira um homem alto e bem constituído. A um sinal de Ron, comandante de patrulha e substituto de “Gaza”, estabelecemos a segurança da área enquanto ele e o intérprete, Javier, um capitão espanhol, se aproximaram do homem e o interrogaram. Duas caritas de criança e um rosto de mulher espreitavam por detrás das janelas.
Face à calma aparente, Ron chamou-nos para que enchêssemos os cantis no poço, enquanto o homem se dirigia para o interior da casa, voltando pouco depois com enchidos de carne, queijo e algum pão, que nos ofereceu. Em contrapartida os que fumavam deram-lhe tabaco e outros deram-lhe chocolates para a mulher e para as crianças. Cumprimentou-nos a todos com um forte aperto de mão e apontava para o intérprete um ponto alto para leste da quinta.
Após cerca de uma hora de marcha, sempre a subir, fazemos um alto para comermos qualquer coisa e Ron explicou-nos o que havia sido dito pelo homem. Eu, pelo meu lado, sentia que algo não batia certo, mas ainda não sabia o que era.
Continuou dizendo o quanto o homem havia sido cooperante, que até nos havia indicado um bom local para pernoitar e que não havia sinal de guerrilheiros por aqueles lados.
- Hey, Ramon, you always take your gloves off to shake a men’s hand? 1– Perguntou Evans.
Respondi-lhe afirmativamente, era um acto de educação mesmo que estivesse frio. Usávamos luvas tácticas de Gore Tex, de meio dedo, para a arma não nos escorregar das mãos e também para proteger os nós dos dedos de qualquer pancada ou arranhão nas árvores ou arbustos. De repente fez-se luz, lembrei-me do meu avô e de tantos outros homens do campo que conhecia. Era agora claro porque não me havia sentido bem naquela quinta. Chamei Ron e disse-lhe que o quinteiro não o era e que podíamos estar a caminhar para qualquer coisa menos boa.
- What are you saying? 2– Perguntou, enquanto o resto do grupo escutava.
- Did you ear the dogs barking? Or did anyone touch the man’s hand? 3– Perguntei.
- Come on, with the war they probably ate the dogs! 4- Disse Evans a rir.
- Hold on Ramon, what’s your point? 5 – Perguntou Ron.
- Think. No dogs in the farm and a farmer without callus in his hands!? 6 - Disse eu.
- Ramon, Evans, Godzilla, go back and set up surveillance at the farm! If you’re correct Ramon...the rest secure the perimeter. OK, move! 7– Ordenou Ron.
Descemos encobertos pela vegetação até um parapeito de rocha que permitia uma observação de cima para baixo sem sermos vistos. Tirei os “Tasco” (binóculos) do bolso e então, passados dez minutos, o que observei deu-me razão. Um grupo de dezoito guerrilheiros arrastava um homem, assim como a mulher e as crianças que havíamos visto para dentro do barracão do gado e, provavelmente, esperariam pela noite para nos emboscar ou para se refugiarem na montanha. Esperámos ouvir gritos ou tiros, mas nada. Só de pensar que estivéramos à mercê destes gajos…!
Mantivemos a vigilância e a meio da tarde o grupo pôs-se em marcha, infiltrando-se para oeste, em sentido contrário ao que nos havia indicado o “quinteiro”, bem para o interior da zona sob alçada da ONU. Caminhavam seguros de que nos haviam enganado e nós recebemos ordens para os seguir, só. Quando anoiteceu montaram acampamento num ponto alto, um pouco abaixo da posição do grupo de perseguição, onde eu me encontrava, a cerca de 400 metros para oeste da nossa posição. Tinham aí abrigos escavados e bem dissimulados. Os binóculos de visão nocturna garantiram-nos que não haviam mudado de posição a coberto do escuro.


Mantivemos contacto visual a noite toda, em turnos de duas horas. O resto do nosso grupo pernoitava cerca de 200 metros mais atrás, também junto a um curso de água. Era sempre assim porque o barulho da água corrente abafa o ruído do ressonar, ou de alguém que sonhe e fale de noite e mesmo de outros ruídos saídos por outros lados.
Deitei-me de costas a olhar um céu cheio de estrelas naquela madrugada fria de Junho. Relembrei o rosto de Dijana na despedida e o abraço forte em que me envolveu, ritmado pelo soluçar do seu peito contra o meu. Os seus lábios haviam roçado os meus no desejo de um beijo proibido...sentira-lhe a respiração ofegante…quente…os lábios entreabertos pediam o que a vida nos negava. A simples recordação de tudo, ali, no meio de nada, fez-me intumescer…que raio de momento.
Ron já havia comunicado a posição dos “infiltras” e quando amanheceu reiniciamos o seguimento. Agora era só aguardar pela próxima manobra. No fim desse dia iniciaram a aproximação de Bogodol, povoação onde em 1992 os croatas haviam massacrado toda a população sérvia, queimando todas as casas. Talvez fossem em busca de vingança. Aguardava-os uma unidade nossa para evitar o pior, fazendo cumprir as determinações internacionais, desarmando-os e reconduzindo-os a território sérvio. Resistiram e o inevitável aconteceu. O apoio aéreo foi solicitado. Uns minutos depois os aviões fizeram o seu trabalho. Dois dos novatos foram contar os corpos e não faltava nenhum. Apressámo-nos a abandonar a área em direcção ao ponto de exfiltração (recolha), onde fomos recolhidos já ao amanhecer.
Soubemos depois que nenhum mal haviam feito à mulher ou às crianças, mas haviam esmagado os dedos das mãos ao homem com um torno, impossibilitando-o para sempre de angariar sustento para a família.
No fim desse dia, no recato da minha cama, fiz mais seis xis no calendário, faltavam-me agora quarenta e um dias para o regresso. Voltei a pensar em Dijana, no seu cheiro e na sua boca...inevitavelmente senti-me inchar de novo. Levantei-me e fui aos balneários. Imaginei-me dentro dela…gentilmente, sem frenesim… fazendo durar o momento, o desejo fez o resto…ali, no meio daquele cubículo de fibra. Regressei ao catre, a saudade voltava a doer…muito.
________________________________________________
1 – Ei, Ramon, tiras sempre as luvas para apertares a mão a um homem?
2 – O que é que estás a dizer?
3 – Ouviram os cães a ladrar? Alguém tocou (sentiu) a mão do homem?
4 – Vá lá, com a guerra se calhar comeram os cães!
5 – Aguenta aí Ramos, qual é o teu ponto de vista?
6 – Pensem. Uma quinta sem cães e um fazendeiro sem calos nas mãos?
7– Ramon, Evans, Godzilla, voltem atrás e vigiem a quinta. Se estiveres certo Ramon…o resto monta segurança ao perímetro. OK, mexam-se!


37 Comments:

Blogger Maria do Céu Costa said...

Mais um bom artigo, cada post vem com uma experiência de vida e vivências. Beijinhos.

http://maisquepalavras.blogs.sapo.pt

07 dezembro, 2005 22:31  
Blogger paper life said...

:) Olá Manuel, tenho os olhos já cansados de uma quase semana de pc e estou num portátl, volto amanhã para ler.
Bom feriado.

Bjs

08 dezembro, 2005 00:22  
Blogger António Lisboa Gonçalves said...

Excelentes relatos que nos dás para ler, confesso que alguns já os li mais do que uma vez, algo que não é muito frequente mas confesso ficar "agarrado" às realidades que ficam tão nitidas pela forma como as descreves. Camaradas amigos passaram igualmente por aí e alguns pura e simplesmente não conseguem (ou não querem)descrever o que viram, sentiram e ainda sentem após algum tempo passado. É a prova provada de que vestir uma farda não nos torna menos sensíveis ou solidários com a tragédia humana, bem pelo contrário.
Um abraço camarada!

08 dezembro, 2005 00:43  
Blogger Nina said...

Desculpa a minha ausencia mas tenho andado com pouco tempo para as visitas habituais :(

Beijinho e Bom Feriado :)

08 dezembro, 2005 11:48  
Blogger paper life said...

Voltei e li esplêndida narrativa. Muita coisa penso sempre sobre guerra, essa invenção dos homens do poder que para lá atira quem quer e quem não quer, mas não seria o espaço.

Ocorreu-me, no entanto, à minha revelia, uma frase que decorei na infância:
"pode tanto um homem em sua casa que mesmo depois de morto são precisos 4 para o tirar de lá."

O resto meu amigo, é boa e sofrida literatura. Continua. Esperamos. Também nos faz muito bem saber.

Sobre o Amor nao falo. sinto apenas.

Beijo.

:)

08 dezembro, 2005 15:12  
Blogger Poesia Portuguesa said...

Memórias dignas de uma Publicação!
Adoro ler-te...imaginando todo este cenário, que sinto bem real!
A Vida e suas contradições e ilusões...

Um abraço ;)

08 dezembro, 2005 15:49  
Blogger Menina_marota said...

"...A todos os que compartilham as minhas mágoas."

Ler-te, transporta-me para cenários que nunca imaginei serem tão reais no meu pensamento...

Gosto de ler-te. E, dessa ternura que se pressente em ti, para lá de todo um cenário de combatente, os sentimentos estão aí, com toda a força , na tua alma e no teu coração.

Grata pela partilha.

É um privilégio ler-te.

Beijo meu e bom feriado ;)

08 dezembro, 2005 15:55  
Blogger Isabel-F. said...

Viajei contigo... e gostei...

como sempre um texto que nos transporta...

tem um bom fim de semana

bjs

09 dezembro, 2005 10:09  
Blogger Isabel-F. said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

09 dezembro, 2005 10:09  
Blogger Micas said...

São excelentes os textos que aqui publicas. Prendem de início ao fim. Relatos de guerra que mostram muito mais do que apenas a guerra vivida na 1ª pessoa, mostram o coração grande, grande que tens. Grata pela partilha e, se me é permitido deixar uma sugestão, acho que está na hora de pensar em publicar estas memórias.
Beijinho e bom fim de semana

10 dezembro, 2005 00:29  
Blogger lena said...

descreves com tanta nitidez todos os momentos que consigo imaginar-me a viajar contigo por todos esses locais

é tudo tão real que é facil envolver-me nestas tua memória que mereciam ser publicadas, pensa nisso

beijinhos meus

lena

10 dezembro, 2005 11:35  
Blogger TMara said...

leio-te e smp nos olhos nascem águas. Vivemos expªs de guerra diferenciadas no tempo, local e sei lá + o quê...Fui agente passivo de uma guerra onde o meu ex era activo (miliciano). Não é o mesmo o olhar, os percursos, nem foi o mesmo o perigo (entre ti e mim). Mas é o mesmo espanto, uma similar incompreensão. O mundo é tão pequeno e uno, os seres, na sua totalidade, parcelas do mesmo.
E há tanat beleza nele....Bj de luz e paz

10 dezembro, 2005 12:24  
Blogger Flávia said...

Passando hoje, para desejar um ótimo final de semana.
E isso funciona assim: eu te mostro partes do Brasil que vc desconhece, e vc me mostra partes da guerra, que eu pretendo não conhecer ao vivo. Já me bastam seus relatos.
Beijoks

10 dezembro, 2005 14:44  
Blogger Menina_marota said...

Passei para ler-te...
deixo um abraço e bom domingo ;)

11 dezembro, 2005 09:47  
Blogger vero said...

Passei para deixar um beijinho***

:)))

11 dezembro, 2005 18:44  
Blogger maria said...

Lendo, impossível não partilhar tudo...e a mágoa também...
Beijo e boa semana
PS. partilho também a opinião de quem em outros comentários acha que devias publicar.

11 dezembro, 2005 20:23  
Blogger paper life said...

A agradecer a visita e a desejar boa semana.

Venha mais escrita. :)
Bjs

12 dezembro, 2005 01:12  
Blogger lazuli said...

não tenho palavras...

12 dezembro, 2005 01:37  
Blogger Cristina said...

Olá Manel,
Ando sem tempo para visitar os amigos da blogosfera, deixo desde já do meu mundo para o teu, o desejo de um Feliz Natal na companhia de quem té é mais querido.
O desejo que este teu Natal seja festejado com muita harmonia, paz e muita alegria.
Um beijinhu com muito carinho :)

12 dezembro, 2005 02:57  
Blogger paper life said...

Bom dia Manuel e obrigada pelas simpáticas palavras matinais.

:)

Bjs

12 dezembro, 2005 10:19  
Blogger TMara said...

como vamos ter sol, pelo menos até 17, deixa-me acolhaer numa destas sombras (dos sobreiros, claro). Boa semana. bjocas de luz e paz

12 dezembro, 2005 22:54  
Blogger paper life said...

:)

Poesia às 7 da manhã?

Curioso, no mínimo.

Bjs. Boa noite.

13 dezembro, 2005 00:34  
Blogger Flávia said...

Beijos para vc!
Boa semana.

13 dezembro, 2005 02:27  
Blogger Henrique Santos said...

Manel,
Aqui estou já refeito duma virose, esse nome novo p'rá gripezeca (não a das aves, apesar de ser do Benfica...)e vim buscar alimento p'rás nossas raizes morais, porque aqui tu fertiliza-las e elas crescem! Companheirão, a tua escrita está eivada de manifestações dos sentidos, na terceira pessoa, e ... na primeira!
Gostei muito deste texto, na linha dos anteriores, mas por estar já mais ambientado ao teu propósito achei-o mais determinante!
Obrigada por esta prenda de Natal.
Um abração e "kanimambo" pelas tuas palavras, que me "abanam" sempre!
Ricky

13 dezembro, 2005 10:39  
Blogger Viscondi said...

eu ví na national geografic que a ponte cuja foto está no alto do seu post, foi destruida na guerra e depois, com muita perfeição e trabalho, reconstituída, com os mesmo materiais e métodos construtivos da época em que foi feita. um trabalho grandioso.
um abraço.

13 dezembro, 2005 14:51  
Blogger paper life said...

E eu, teimosa, continuo à espera. Não necessáriamente de mais guerra, mas seguramente de mais textos teus.

(já se nota não haver vítima no blog ao lado, ainda pouco, mas...)

Bjs. Boa noite.

13 dezembro, 2005 23:55  
Blogger TMara said...

Bjs e boa semana

14 dezembro, 2005 11:47  
Blogger paper life said...

Terminada a primeira parte vim perguntar-te:

por que datas se passou esse recital de notívagos?

:)

Bjs Bfs

14 dezembro, 2005 13:26  
Blogger Menina_marota said...

Vim ler-te e agradecer-te as palavras deixadas.
Deixo-te um abraço e um FELIZ NATAL para ti e todos os teus.

Bj :)

16 dezembro, 2005 01:29  
Blogger Poesia Portuguesa said...

Um FELIZ NATAL para ti e todos aqueles que te acompanham
Beijo ;)

16 dezembro, 2005 01:30  
Blogger TMara said...

Bom f.s. Boas Festas 2005. bjs e ;)

16 dezembro, 2005 16:18  
Blogger Aluap said...

Olá,
Todos os dias tenho vindo ler um bocadinho dos relatos a que tu tanto nos habituaste.
Como não nos temos encontrado pessoalmente vou matando saudades desses serões em que tu nos embargavas com as tuas experiências de vida.
Aproveito para desejar Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
Beijinhos;-)

16 dezembro, 2005 18:39  
Blogger lena said...

vim dizer olá e ogrigada pelas palavras que deixas na minha cabana

um beijinho meu

lena

16 dezembro, 2005 18:54  
Blogger paper life said...

Eu bem espreito mas... silêncio ainda.

Bom fim de semana, Manuel.
Bjs :)

16 dezembro, 2005 19:48  
Blogger Isabel-F. said...

passei a desejar-te uma Boa Noite.

bj

17 dezembro, 2005 19:19  
Blogger Menina_marota said...

Passei... queria ler-te...

Deixo um beijo de Boa Noite ;)

18 dezembro, 2005 00:16  
Blogger paper life said...

passei.

Mas estou muito cansada hoje. muito mesmo.

Boa noite.

20 dezembro, 2005 01:08  

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