domingo, dezembro 18, 2005

Exorcismo, penitência e revelação


Um único minuto de reconciliação vale mais do que uma vida de amizade.
Gabriel Garcia Marques



Aproxima-se mais um Natal, uma daquelas épocas em que tentamos expurgar os pecados de um ano, vestindo capas de santos e desejando a todos festas felizes, na esperança de que alguma divindade nos perdoe. Escrevo este texto depois de ter entornado uma garrafa de Monte Velho, a acompanhar borrego assado no forno. Neste momento estou na terceira aguardente “Fim de século” e avizinha-se uma noite de espanta fantasmas.
Sempre fui contra o cinismo cruel típico desta quadra, negando participar em festarolas com quem passava um ano inteiro a tentar copular-me e que, quando chegada esta quadra, tentava passar por cordeiro, escondendo os cornos que voltaria a mostrar no primeiro dia útil do ano seguinte.
Por isso, para os cínicos do ano inteiro o desejo de valentes diarreias, azias descomunais, hemorroidais de dimensões citrinas e acima de tudo, que esqueçam que eu existo para não ter de lhes devolver os votos que não desejo. Àqueles que não forem vítimas daqueles sintomas, desejo-lhes uma dolorosa obstipação. Daquelas cujo alívio se faz de forma emocionada, isto é, com lágrimas nos olhos, tal a dificuldade elástica do esfíncter.

O meu querido pai costumava dizer que o tempo faz aos homens o que faz aos vinhos, apura uns e avinagra outros. Creio que me tornei um misto de ambos, para aí um clarete que não é vinho nem vinagre. Isto porque julgo que me apurei nalgumas coisas e avinagrei noutras.
Não consigo ser como Jesus Cristo e dar a outra face, talvez por isso o admire e venere à minha maneira. Com a mesma força que acredito em Deus, seu pai, não reconheço os padres como seus mandatários na terra, nunca lhes vi a procuração. Perdi a fé neles em Sarajevo, em Abril de 1994, quando um capelão militar italiano se recusou a dar a extrema-unção a uma criança bósnia de quatro anos, pelo facto de não ser baptizada pela fé cristã. Alá e Deus
significam rigorosamente o mesmo, não para os dignitários da Igreja, como se Deus ou Cristo pedissem um qualquer cartão de sócio à entrada para o paraíso. Deu-lhe os últimos sacramentos, à sua maneira, o capitão José Esteban Naranjo Aguirre, pois na sua adolescência havia sido sacristão. Quando fomos para Mostar e o capelão se veio despedir de todos, a maior parte deixou-o de mão no ar, cumprimentando-o só com a continência. A cara que fez demonstra que talvez ainda hoje não saiba o porquê do nosso gesto.


São sobejamente conhecidas as práticas da igreja católica ao longo dos séculos e chocamo-nos agora com o terrorismos faccioso de feição religiosa, como se o cruzados tivessem levado bombons para a terra santa ou a inquisição fosse assim um programa de cultura geral em que quem não soubesse responder, de acordo com o inquisidor, ganhava direito a uma demonstração de prática masoquista até responder correctamente.
Assim foi germinando a minha teoria, com premissas retiradas dos ensinamentos da salvação das almas que o catolicismo ensina. As patrulhas nas montanhas balcânicas deram-me tempo de sobra para a formular e optar pelo deambular da eternidade, seja ele bom ou mau. Se os bons vão todos para o céu, eu cá quero ir para o inferno e por várias razões. A primeira, desde logo, porque tudo o que é mulher “mal comportada” e malta dos copos vai para lá, condenados pelos representantes da Igreja, nunca por Deus e muito menos por Cristo. A comprová-lo está Maria Madalena. O inferno é pois, onde estarei seguramente melhor.
A segunda, que reputo de primeira, deve-se ao facto de um dia ter falado com S. Pedro em sonhos. O santo, interpelou-me sobre o que eu havia feito a uma moça, por mera caridade afirmo, dada a sua extrema fealdade facial mas excelentes curvas corporais. Havia-a eu consolado de uma longuíssima abstinência de homem, aplicando, para o acto, a táctica do camarão: esquece a cabeça e come o resto.
Ela ficou agradecida e de vez em quando pedia-me uma descarga de adrenalina e eu não me fazia rogado, pois somos todos filhos de Deus. Com o tempo revelou-se uma excelente cama. Foi ela que mitigou a fome de quem ficava longas horas, a fazer figura de urso, encostado a um balcão de discoteca a “dá-las” com os olhos.
Retomando. Então S. Pedro disse-me que havia feito bem, porque as que não desse aqui em baixo, levava-as todas lá em cima. Há uma contabilidade para isso, foi-me mostrada no meu sonho. Daqui resulta a primeiríssima opção de ir para o inferno, senão vejamos: Se só há anjos no céu e, segundo se diz, não têm sexo, mas todos têm cu, onde raio quereria S. Pedro que eu pagasse as que deixo de dar cá em baixo? Isso será bom para apresentadores de televisão, humoristas, governantes e outras bichonas do género, para mim não.
Esta semana vou outra vez beber uns copos até tarde e altas horas visitarei os meus amigos da Av. Almirante Reis. Vou fazer o que sempre faço quando me avinho, compro duas “six-pack” de cervejas e umas bifanas e vou-lhes dar o pequeno-almoço, desta feita o de Natal. Não tenho pachorra para distribuir sopas ou envergar uma falsa capa de misericordioso para mostrar à sociedade o quão “bonzinho” sou. Tenho uma vizinha, pessoa de televisão, que compra carne da vazia para o cão e depois contribui para o “Banco Alimentar” com arroz e feijão do mais barato. E o alarido que faz disso.
Por falar em misericórdia expliquem-me, quem saiba, porque é que o Padre Milícias, sendo Jesuíta é rico? O voto dos jesuítas não é de pobreza?

Desejava passar este Natal no meu Alentejo, esperando pelas prendas do menino Jesus, sim, porque no Alentejo não é o Pai Natal que dá as prendas, não acreditamos nessa invenção de marketing da Coca-Cola. No Alentejo é o menino Jesus e a ele até se canta.
Recordo, à mesma velocidade com que os humores alcoólicos do vinho e da aguardente me correm nas veias, como estará a ser o aproximar deste Natal para os sobreviventes de todas as desgraças, para os do Tsunami do ano passado, para os que estão inocentes de todas as desgraças humanas, para os que, como eu, foram testemunhas da tragédia da guerra, para os que ontem de noite em Lisboa, às quatro da manhã, com quatro graus negativos, dormiam junto à entrada da estação de Metro em Entrecampos e a quem tive vergonha de desejar um bom Natal...Bom? Natal? O que é mau sabem de certeza, vivem-no todos os dias, quanto ao Natal conhecem-no porque vêem os enfeites das lojas.
Como podem dizer que há democracia com gente a sofrer assim? Quantas camas de asilo nocturno não se fariam com o dinheiro das megalomanias do Partido Xuxalista?
Vou beber mais uma aguardente, anestesiar-me, e lá para a madrugada vou falar com os meus fantasmas ou sair e assobiar enquanto caminho:
Hello darkness my old friend,
I’ve come to talk with you again!
O que é a felicidade? Que felicidade desejamos aos outros? Quantas vezes o fazemos desejando-o mesmo em vez de o fazermos por mero trato social?
Hoje revelo-me um homem novo, tal como um sobreiro é esgalhado de oito em oito anos e lhe retiram a cortiça, hoje exorcizei uns fantasmas, consegui ver imagens reais de Sarajevo durante a guerra e não chorei, bebi um pouco, mas já não choro!
Vergado pela beleza e paz das poesias e dos textos que leio na blogosfera, agradeço àqueles que me têm visitado, pois é vossa a obra deste renascimento, uma vez que da forma como me leram, sei que me compreenderam e contribuíram para o contar de uma verdade que calo há muito e que é a minha e a dos que comigo viveram aqueles momentos.
Um Natal como o queiram, para mim será sempre mais um.

As lágrimas da piedade consolam quando é um amigo que as derrama.

Alexandre Herculano

35 Comments:

Blogger Flávia said...

Querido amigo! Estás um tanto quanto cáustico hoje, no seu post. Acho que nos encontraremos no inferno, pois devo ser excomungada da igreja qlq dia desses.
Ah! Adoro Gabriel Garcia Marques. Perfeito.
Beijoks e bom domingo.

18 dezembro, 2005 03:43  
Blogger vero said...

lool...
Venho agradecer o comentario carinhoso que deixou no meu blog. Se puder, vá espreitar o tema que abordei hoje!

Beijinhos***

18 dezembro, 2005 13:55  
Blogger Menina_marota said...

"...As lágrimas da piedade consolam quando é um amigo que as derrama."

... as lágrimas ainda correm, no meu rosto, ao acabar de ler o teu texto..
"...e a quem tive vergonha de desejar um bom Natal...Bom? Natal? O que é mau sabem de certeza, vivem-no todos os dias, quanto ao Natal conhecem-no porque vêem os enfeites das lojas."

Natal és tu
Natal sou eu
Natal somos nós
E eles, e eles…
Natal é sempre que dás a mão
Natal é perdão
É Amor, alegria, sofrimento e dor...
Natal é sempre que ajudas alguém
aquele com um andar oscilante,
com uma lágrima constante,
por um caminho diferente…
Natal foi ontem
Natal é hoje
E, será amanhã…

Com um grande abraço te desejo o melhor Natal possível, porque o Natal somos nós que o fazemos...

Beijo terno e um :) para ti...

18 dezembro, 2005 14:14  
Blogger Poesia Portuguesa said...

Subscrevo as palavras da Marota e deixo-te um abraço cheio de afectos.

"...Alá e Deus significam rigorosamente o mesmo, não para os dignitários da Igreja, como se Deus ou Cristo pedissem um qualquer cartão de sócio à entrada para o paraíso."

Feliz Natal, neste nascimento do Filho de Deus...Jesus.

18 dezembro, 2005 14:18  
Blogger Menina_marota said...

(...) Nur das traute, hochheilige Paar
Schlaf in himmlischer Ruh(...)


Com muita pena minha, não consigo traduzir... queres-me fazer esse favor?

Um abraço carinhoso ;)

18 dezembro, 2005 14:38  
Blogger Menina_marota said...

Obrigada pela tradução
Beijo ;)

18 dezembro, 2005 15:13  
Blogger lena said...

li-te entre lágrimas hoje, lágrimas também de saudade, dos meus natais passados ao colo de soldados de me encantavam com canções de natal alentejanas e não consigo dizer-te muito mais,
deixo-te um poema:

Natal

Leio o teu nome
Na página da noite:
Menino Deus ...
E fico a meditar
No milagre dobrado
De ser Deus e menino.
Em Deus não acredito.
Mas de ti como posso duvidar?
Todos os dias nascem
Meninos pobres em currais de gado.
Crianças que são ânsias alargadas
De horizontes pequenos,
Humanas alvoradas ...
A divindade é o menos.


Miguel Torga

desculpa não dizer feliz natal, mas sim o que o natal seja o que tu quiseres.


beijinhos meus

lena

18 dezembro, 2005 15:28  
Blogger Menina_marota said...

Espero ficar... senão venho ler-te... adoro o silêncio das madrugadas para escrever e ler...

Um bom domingo ;)

18 dezembro, 2005 15:31  
Blogger vero said...

O agressor usava umas luvas... eu passei por ele de carro mas estava tao transtornada com um acontecimento anterior k encostei o carro num sitio c pouca luminosidade. Além de luvas tinha um gorro k lhe cobria parcialmente oa olhos. quando me agrediu no rosto apanhou o olho e a dor foi tao intensa k mal conseguia abrir os olhos pelo k somente lhe vislumbrei uma parte do rosto... e notei k era de cor...falava "calão" e muito rapido...quanto aos exames medicos, fizeram tudo no hospital.

18 dezembro, 2005 16:03  
Blogger paper life said...

Se Cristo cá voltasse chorava até ao riso ou vice-versa.

Pela primeira vez nem vou fingir que celebro seja o que for, sequer. Na minha vizinhança há necessidade de partilha todo o ano e nem sequer tenho a sorte de gostar de cerveja. Mas não distribuo sopa na rua. Abro a porta quando é caso disso.

Amigos, os que tenho, ainda gostam de festejar. Pois que assim seja.

Vou ver se arranjo um osso Bué de grande para a lucky e um bom pifo para mim mas, de cerveja ou vinho doce Não.

Beijo Manuel.

:)

18 dezembro, 2005 16:31  
Blogger maria said...

Neste teu post não deixo palavras...
Apenas um beijo sentido...

18 dezembro, 2005 19:08  
Blogger Isabel-F. said...

Somente uma palavra:
SOBERBO.

Fica um beijo, com carinho e amizade.

18 dezembro, 2005 20:00  
Blogger António Lisboa Gonçalves said...

Camarada, revejo-me em muito do que escreves e partilho de muitos dos teus pensamentos, também detesto a hipócrisia desta quadra quando existe tanta miséria humana à nossa volta, e também me penitencio pela minha quota parte de culpas.
Vive bem esta quadra e que os teus "fantasmas" passem a conviver melhor contigo porque acredito, sem te conhecer, que já contribuís para uma melhor sociedade!
Um abraço.

18 dezembro, 2005 21:13  
Blogger Micas said...

Manel, agora sou eu que sou tua irmã em todas estas palavras e sentires que excelentemente aqui partilhas. Sublime este texto. Não pares nunca esta luta e este teu grito.
Agradeço-te também pelas palavras de conforto, td se vai compondo devagarinho.
Desejo um Natal cheio de amor e muita paz e, que o Ano 2006 te traga tudo aquilo que mais desejares.
Beijos

20 dezembro, 2005 00:06  
Blogger Friedrich said...

Ainda dizem que os alentejanos são lentos... Ora aqui está a prova de que mais vale um alentejano a pensar do que três lisboetas a trabalhar!

Abraços E Feliz Natal

20 dezembro, 2005 06:01  
Blogger paper life said...

Já estive para dizer isto outro dia: gosto muito do Garcia Marques mas não concordo muito com a frase escolhida.

:) Bjs

(caiu o pano)

20 dezembro, 2005 16:32  
Blogger Aluap said...

Falando do cinismo que esta quadra envolve tb estou de acordo.Consumismo, hipocrisia e falsas amizades que nesta altura do ano fazem parte da realidade de alguns como se esta quadra tudo perdoasse.Orgulho-me cada vez mais da minha integridade como ser humano e reconhecendo que muito tenho perdido por assim ser não deixando de me sentir feliz por me pautar por uma conduta honesta, frontal e de pura amizade quando as atitudes assim o justificam.
Errar...todos erramos! Pecar...todos pecamos!
"...Jesus disse...perante a situação de Maria Madalena...aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra..."
É obvio que ninguém atirou...
Obrigada por mais estas linhas.
Mais uma vez um Feliz Natal!

20 dezembro, 2005 18:00  
Blogger lazuli said...

li o teu texto, voltei a ler. Nada podia ser melhor, um retrato a corpo inteiro, dolorido. Muito bem escrito. Emocionante.
Gostei muito..

um abraço, meu amigo

21 dezembro, 2005 00:29  
Blogger Viscondi said...

Manel, suas palavras são muito sinceras, coisa rara hoje em dia. Parabéns pelo texto.
Mesmo assim, independente de calendário ou dos poderosos senhores do comércio e do marketing, nada impede que um amigo, de forma sincera e honesta, deseje que o futuro daquele de quem gosta, seja melhor do que o presente. Assim sendo, desejo um ótimo futuro para você.

21 dezembro, 2005 18:00  
Blogger Cristina said...

Obrigada por teres feito parte do MEU MUNDO.
os meus votos sinceros de um Feliz Natal para ti e para
os que te são mais queridos.

Beijinhu gande
:)

22 dezembro, 2005 03:52  
Blogger Afrodite said...

E é claro que eu (uma alentejana de coração)deveria fazer como toda a gente, ou seja,
mandar mais ‘um’ e-mail pra entupir a tua caixa de mensagens.....

É isso, Natal é um momento de reflexão e
blá,blá,blá,blá,blá,blá,blá,blá,blá,blá,blá,blá......

Desejo-te muita paz, saúde e blá,blá,blá,blá,blá,blá......

Mas sejamos mais realistas...mais verdadeiros....
O que aqui a Afrodite Maria te deseja,
do fundo do coração,é que.....

22 dezembro, 2005 05:59  
Blogger Nina said...

Desejo que neste Natal uma estrela brilhe na tua vida! Que esse Momento Mágico seja iluminado por todas as coisas boas que desejares.

FELIZ NATAL...Beijinhosss :)

22 dezembro, 2005 11:22  
Blogger lena said...

passei para te deixar um beijo meu e mesmo sendo mais um Natal que seja como tu desejas, nesse Alentejo que adoro

voltarei sempre aqui para te ler

beijinhos meus

lena

22 dezembro, 2005 22:10  
Blogger adesenhar said...

li o texto...
engoli em seco...
bebi um Porto à tua saúde
voltei a ler...
bebi mais um cálice à tua e minha saúde
e cheguei a uma conclusão :)
Subscrevo na totalidade o teu texto :)

boas festas para ti Manel
bebe um copo por mim
eu farei o mesmo por ti

:)
Mama Sume

22 dezembro, 2005 23:50  
Blogger paper life said...

Vim deixar-te um beijo de bom Natal.

Toco o teu copo e o do adesenhar se me permitem.

Talvez as mulher vejam com outro olhar mas... v~eem.

:)

23 dezembro, 2005 02:26  
Blogger Isabel-F. said...

Querido Manel,

Que o Natal,
em lugar de ser apenas uma data,
seja um estado de espírito
a nos orientar a vida, permanentemente.
Os meus votos para ti e familiares de que este Natal
traga alegria, paz e muita felicidade
para todos os dias do Ano Novo.
Beijinhos,
da Isabel Filipe

23 dezembro, 2005 09:47  
Blogger Henrique Santos said...

Maneli, meu bom amigo,
Que desabafo, hein?! Fizeste-me pensar e aceitar que a razão te cobre por inteiro! Andamos no mundo e sabemos como é que Cristo, o Jesus dos nossos corações, quereria que fizéssemos... Eu também lhe não apertaria a mão... que atitude mais destituida de CRISTO! Andou João Paulo II a pregar o Ecumenismo afinal para quê? O perdão é um direito humano perante DEUS, e ponto final. Quando fores passear sòzinho vais sentir a presença dos amigos, mesmo em espírito te abraçarão, e eu estarei lá!
Bom e Santo Natal, ciente que estamos contigo, e com todos os teus...
Um grande abraço, Maneli dos que chegam aí!
Ricky - Henrique Augusto Carvalho dos Santos, por inteiro!

23 dezembro, 2005 18:30  
Blogger F. Marinho said...

Feliz Natal e um óptimo 2006

23 dezembro, 2005 23:48  
Blogger Menina_marota said...

Deixa-me beber um pouco da tua aguardente, neste momento, em que (re)lendo novamente o teu texto, numa noite em que também eu, "espanto" fantasmas... e, fico-me aqui meditando nas tuas palavras, enquanto consigo ouvir a voz do Roberto Carlos, cantando aqui pertinho...num canal de televisão. Não sei que me deu, mas gostei de aqui estar contigo, relembrando momentos, que não voltam mais...
Um abraço de boa noite nesta quadra de Natal e de saudade dos ausentes...

24 dezembro, 2005 01:42  
Blogger Afrodite said...

Feliz Natal!

§(~_~)§ beijo da Afrodite

24 dezembro, 2005 03:49  
Blogger lena said...

ainda em desejos do teu Alentejo certamente,
eu passei para te dizer que somei mais um dia, vim reler-te
como me apetecia beber "uma aguardente, anestesiar-me"

beijinhos meus

lena

26 dezembro, 2005 12:33  
Blogger paper life said...

Longa ausência.

Afinal o Natal na Net, afasta não une.

;)

Bjs

27 dezembro, 2005 12:07  
Blogger O Transmontano said...

Olá Maneli!!!
Li o texto, reli o texto, interiorizei o texto, dei a volta ao texto, peregrinei com o texto na cabeça, ao volante do mê carrito, parei em frente à praia de Carcavelos, exactamente no dia 24 às 19 e picos de "la noche".
Senti-me um homem rodeado de amigos e completamente afastado dos fantasmas e de tudo quanto é cinismo, falsidade e familiarmente inexistente....
Ouvi música, falei com Deus, recordei, chorei e sorri...
Que porra de sentimentos estes!?!
E, embebido que estava na minha solidão, surdo do barulho do silêncio e desperto pelo zoar do mar, eis senão quando, sou abanado pelo som de um sms que dizia o seguinte:
-"Nesta noite santa bebe um copo por nós e nesse momento estaremos juntos".
Ora aí está!!! Pus os cavalos a relinchar, fui para casa onde sou albergado e mais uma vez, apenas com a solidão por companhia, sim, porque a restante "famelga" estava toda reunida na habitual praxe de fingir que são família e, bebi um Porto, comi uma rabanada, apanhei uma "cadela", deitei-me e senti-me o homem mais feliz do Mundo.
Naquele momento, tinha cumprido o desejo de um grande amigo....
Bem-hajas e num almoço, contar-te-ei o resto.
Um abraço e votos de muita saúde.

27 dezembro, 2005 17:55  
Blogger Menina_marota said...

Vim aqui dizer-te que irei enviar-te os cídigos HTLM para colocares música, no corpo do Template.
Aguardo as tuas escolhas...;)

Um beijo de boa noite e grata pelas tuas palavras ;)

27 dezembro, 2005 23:43  
Blogger Flávia said...

Manel, que saudades! Estou te escrevendo para dizer-te feliz ano novo. Falei com minhas primas que dão uma lida no meu blog e elas disseram que adoram vc!
Beijoks

28 dezembro, 2005 12:41  

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