Segunda-feira, Julho 16, 2007

Resgato-me e digo-te adeus...

O tempo, tal como eu, alterna entre o solarengo e o nublado, da mesma forma que alterno entre o alegrete e o taciturno. Dói-me a alma. Um vazio profundo apoderou-se de mim desde que a minha vida ficou mais pobre pela partida da Lis. É assim, não o posso evitar e antes ferir por sinceridade do que iludir pela mentira.
Que me perdoem outras mulheres que me amaram ou, eventualmente, ainda amam, mas as que me conhecem sabem que sou sincero no que afirmo e nunca escondi que tive outros amores na vida.
Sempre usei o “amo-te” sentindo-o fundo. Esta simples expressão encerra em si, quando provida de sinceridade, a entrega de tudo ao outro, sem reservas. Alma, coração, corpo, pensamentos, alegrias, tristezas, sucessos, fracassos e todos os pormenores de vida que se partilham com quem se ama.
Gostar ou sentir “tusa” por uma mulher não é amá-la. È meramente a tradução de um sentir físico e fisiológico, nada tem a ver com amor, mesmo quando o sexo é de óptima qualidade.
Amar uma mulher é outra coisa. É irracionalidade pura. É admirar-lhe os pormenores femininos, os sorrisos, os olhares – por vezes insondáveis – o gargalhar franco e a voz sussurrada de paixão ou cumplicidade.
Amar uma mulher é tremer – sei lá de quê – cada vez que a vimos como se fosse a primeira. Recordo que mais do que despir uma mulher, prazer ig
ual me dá vesti-la. Experimentem os que nunca o fizeram e depois aquilatem da experiência.
Amar uma mulher é sair-lhe da cama e sentir já a necessidade do regresso. É saber que haverá entre ambos uma ausência prolongada e na derradeira entrega dos corpos inalá-la e plantar esse aroma na memória. Todas elas têm um cheiro diferente. Recordo-os todos, os das que amei verdadeiramente.

Tu, Lis, tiveste o condão de despertar em mim um homem que não conhecia. Foste e ainda és a responsável pela minha actual visão das mulheres. Recordo as minhas viagens de comboio a meio da semana para te ir ver a Lisboa, fazendo-te, tu, surpresa quando me vias, mas sabendo antecipadamente o efeito do teu telefonema. Quem resiste a um “vem para a minha cama…sinto a tua falta”?
Recordo o acordar “quente” a meio da noite pelo simples roçar dos corpos. O acelerar da tua respiração quando a minha boca te percorria o corpo. O suspirar profundo do prazer e o estremecer do teu corpo quando te acariciava um ponto mais sensível. Mas o que mais recordo são os teus apelos constantes ao meu nome ao ritmo da carícia ou do vai vem do corpo. Que sublimes foram os teus gestos de amor por mim.
O que adorava dar-te banho e espalhar-te creme pelo corpo. Fi-lo a outras, mas só tu amas-te a minha maneira desajeitada de o fazer. Nunca me recriminaste ou relevaste a minha inabilidade.
Recordo aquela vez, pelos Santos Populares, que respondendo a um telefonema teu e após me ter dirigido a tua casa e lido o bilhete que lá tinhas deixado, apareci no hospital em que fazias banco. Eram para aí umas duas da madrugada. Disseste-me que regressasse a casa e esperasse por ti. Disseste-me, lembro-me bem: “Vai e deita-te, quero a minha cama a cheirar a ti quando chegar”.
Quando, de manhãzinha, te avistei ao fundo da rua, pus a água a correr e preparei-te o banho, aguardando que entrasses. Deitei-te na cama, despi-te e levei-te ao colo para a banheira. Dei-te banho e preparei-te o chocolate quente com uma torrada, tal como gostavas. Em seguida limpei-te e sequei-te o cabelo, enquanto te vestia uma camisa minha. Como adoravas dormir nua só com uma camisa das minhas.
Deitei-te e deitei-me ao teu lado. ”Enroscaste-te” em mim e adormeceste apesar de sentires contra o teu corpo a manifestação do meu desejo. Deste-me aquele sorriso meio malicioso, meio de anjo, e adormeceste.
Adormeci ao teu lado e acordei com a tua boca quente na minha…éramos para ir almoçar às tasquinhas do Castelo, mas só saímos de casa para jantar.

Aquelas águas furtadas na Graça, com vista para o Tejo, foram o ninho de duas almas apaixonadas e conscientes da separação iminente, por via das “castas” sociais. O teu apelido era sonante e incompatível com a singularidade do meu. Em contrapartida deste-me o que, creio sinceramente, a nenhum ouro homem deste.
Fui eu que te deixei por cobardia. Não estava preparado para enfrentar os “monstros” da tua família e disse-te, ante a ameaça da perda do teu bem-estar financeiro, que estava inseguro dos meus sentimentos por ti. Antes sofrer do que ver-te passar dificuldades.
Rompeste um namoro de casta por mim e eu não estive à altura. Menti-te para não te arrastar para uma vida de nível inferior à que levavas, embora tu estivesses determinada a assumir-me. Perdoa-me do fundo da minha alma, perdoa-me Lis.
Quando te encontrei anos mais tarde, o teu olhar e o sorriso que me deste revelaram-me a dimensão da minha cobardia. Ali estavas tu, pronta a assumir-me de novo e sem cuidares da minha vida. Querias-me e pronto.
Disseste-me que tinhas amado outros homens, mas que os havias sempre comparado a mim. Eu era um vício teu, disseste. Eu, mais uma vez, cuidei de olhar à “estabilidade” familiar, aos que magoava se me entregasse como tu estavas disposta a fazer. Ainda hoje digiro mal a verdade que encerra uma das frases que me disseste: ”Doa a quem doer, os outros tem de se habituar à nossa felicidade”. Quanta razão há no que disseste. Tu, foste infeliz durante vinte e muitos anos, excepção feita às tuas filhotas. Eu deambulei pelo mundo tentando que o amor me encontrasse de novo.
Onde quer que estejas fazes parte de mim e um pouco de mim foi contigo. Será assim até ao fim dos meus dias.
Adeus e fica em paz.

51 Comments:

Blogger António Lisboa Gonçalves said...

São poucas as ocasiões em que me acontece ficar sem dizer nada, mas perante tal "imensidão" do que aqui nos transmites...

Um abraço sentido, daqueles que só damos aos amigos, quando sabemos que sofrem, sem ser necessário dizer nada, bastando estar ali ao lado a partilhar!

17 Julho, 2007 10:32  
Blogger MR said...

Amigo Manel, que texto magnífico, sincero e pleno de sentimentos.

Profundo...faz pensar, tal como todos os teus textos.Este versa o amor, a plenitude da estupidez da vida, onde por ostentação se perde a vivência de um amor. Para onde partiste Lis, o Manel estará contigo...arrependido de não te ter acompanhado mais.Fê-lo com receio de te magoar...de te não corresponder às exigências da vida material!

Até sempre LIS!
Abraço forte Manel

Mário Relvas

17 Julho, 2007 12:53  
Blogger O Transmontano said...

Amar até ao infinito...
Este é dos textos que nos magoam de felicidade por poder lê-lo.
Obrigado Bambino.
Percebo cada palavra tua porque penso como tu, sinto o Amor de igual forma...
Por isso é que "Amor, é ferida que dói e não se sente".
Contudo, apraz-me dizer-te que para que a tua "Deusa" seja feliz, é preciso que também tu o sejas.
Relembra com saudade mas, com muita felicidade... Só assim a Lis, descansará em paz eternamente.
Um abraço, AMIGO.

17 Julho, 2007 16:37  
Blogger Um Poema said...

Um texto sublime. A confissão dum amor intenso duma sensibilidade pungente mas bela.
Obrigado por esta partilha dos teus sentimentos.
Amigo, que o amanhã - o teu e o da Liz, onde quer que ela esteja - vos reserve o que de bom os humanos podem esperar.

Um abraço

17 Julho, 2007 22:53  
Blogger Maria Valadas said...

Há textos sublimes... E outros que ultrapassam o sublime!
Confissão de um amor que perdurá para além dos tempos.
Acredito que a Lis, esteja onde estiver.. Leu esta tua confissão...
E entre os seres de luz... sorrirá
amorosamente para ti, enviando- te uma estrelinha para que a vejas todas as noites!
E a estrelinha Lis... espera por ti... e um dia, poderão viver eternamente a vossa história de amor!

Não acrescentarei mais nada... Pois estou que nem uma cascata na floresta virgem!

Beijos meu amigo e
Beijos para a Estrelinha Lis... Sei que ela os receberá!

Maria

18 Julho, 2007 00:29  
Anonymous Lis said...

Bebi os seus escritos, tanto sentimento e tanta nobreza naquilo que escreve........

18 Julho, 2007 18:53  
Blogger Cleopatra said...

Ai Manel não te devia ter lido!
Poucos se amam assim~.Poucos.
Poucos são os que se encontram com o amor assim,

è como dizes, ( e é crua a tua expressão, mas verdadeira) sentir tusa por uma mulher ( ou por um homem! - desculpa o acrescento) , não é o mesmo que amá-la ou amá-lo.

Tantos são os pormenores do teu texto que só os que amam verdadeiramente conhecem...
Mais uma vez um EXCELENTE texto

Feliz é a LIZ!

19 Julho, 2007 01:38  
Blogger sonhadora said...

Um texto sublime! Um texto comovente! Uma declara�o de amor, �mpar!
Saio com as l�grimas soltas.
Deixo-te beijinhos embrulhados em abra�os

19 Julho, 2007 08:25  
Blogger Ni said...

Olá Manel...
...

Perdoa-me não te ter pedido permissão para te referir no meu blog, mas há atitudes que sentimos que nos querem sair do coração, da mente, dos dedos e ganham forma sozinhas... como se tivessem vontade própria, como se obedecessem à ORDEM UNIVERSAL, apenas...

Acabei de editar um post sobre o teu blog... ou melhor... sobre o teu falar de afecto.

Sabes... é urgente dizer às pessoas que enquanto o tempo é tempo se permitam SER.
Para que a lenda pessoal de cada um se cumpra... e o afecto não seja negado. Para que a existir saudade... seja do que se viveu e não do que não se ousou!

És GRANDE... no sentir, na partilha.

Obrigada!

Ni*... emocionada.

19 Julho, 2007 14:13  
Blogger Su@vissima said...

Sabes? Quando faço algum comentário,(e raramente o faço), sou levada por impulso. E agora? O impulso foi de te dizer:

Arrepiaste-me!
Estremeceste-me!
Saudade das manhãs, das tardes
Das noites de relógios com luar.
Os teus olhos de água, tocaram-me
As tuas letras de fogo, queimaram-me
Ai! Tivesse eu asas de anjo, para tas emprestar.

Um beijo terno.

19 Julho, 2007 15:18  
Blogger leituras said...

Li e reli, este texto. E mergulhei nos sentimentos que dele transbordam.
Não há comentário capaz de dizer-te o turbilhão que desencadeou em mim.
Uma mulher que sabe despertar um amor assim é, necessariamente, um ser superior.
Um homem capaz de atingir esse estado de alma e levar os seus sentimentos a alcançar o ponto limite entre o amor e a dor, tem que ter um coração gigante.

Admiro-vos!

19 Julho, 2007 20:57  
Anonymous Anónimo said...

A nossa capacidade de Amar e de sofrer é infinita.
Ninguém tira o lugar a niguém. Cada Nome está escrito no coração escasulado nos sentimentos que o mantem vivo.
Porém, nada nem ninguém apaga a dor de nenhuma ausência.
Só o tempo poderá estagnar um pouco a ferida e sublimar e condensar os recordos.
Paixão, afecção, desejo, sensibilidade, aflição, dor infinito, Amor, angústia, ternura, suavidade, doçura, veemência, fervor, desolaçõ, mágoa........
Tanto sentimento inscrito num texto; tantas emoções transmitidas à minha alma!!!
Obrigada.

20 Julho, 2007 09:20  
Blogger amita I said...

Fiquei e ainda estou deslumbrada com o teu texto de amor pleno. Um jorrar de sentimentos intensamente vividos e de uma beleza ímpar.
Qualquer mulher anseia encontrar na vida um amor assim.
Um bjinho grande, meu amigo

20 Julho, 2007 12:17  
Blogger Olhos de mel said...

Nossa! A história de vocês lembrou a minha. E suas palavras sobre amar uma mulher, foi de uma fidelidade e emoção contagiante. Que bom os homens se espelhassem nessa história. Quantos tomam atitudes iguais, por medo.
Infelizmente, não tiveram tempo de re/viver tudo que mereciam.
Fica com Deus, meu amigo!
Feliz dia do amigo!
Bom fim de semana!
Bjs

20 Julho, 2007 13:49  
Blogger sonhadora said...

Desejo-te um bom fim de semana e deixo-te beijinhos embrulhados em abraços.

20 Julho, 2007 16:33  
Blogger Maria Valadas said...

Venho desejar- te um bom fim de semana... E Um beijo de amizade!

Ainda saio em silêncio ...Com os olhos marejados de lágrimas..

Maria

20 Julho, 2007 20:54  
Blogger vero said...

Olá meu amigo, há quanto tempo!!! :)
Decidi restringir o meu meu e gostava de te convidar a poderes visualizá-lo mas infelizmente não tenho o teu e-mail para poder enviar-te um convite :(

20 Julho, 2007 22:56  
Blogger Cleopatra said...

Voltei para ler e desejava poder comentar como anónima. Como o fez o anónimo acima.
Tanta coisa linda Manel. Linda porque sentida. Vivida com alma ... com raiva, com dor, quente e fria...com amor
Escreves com a alma Manel e tens a coragem de o mostrar... A todos. A todos que escondemos a alma de nós próprios.
Gostei do comentário daquele anónimo lá em cima...Ninguém ocupa o lugar de ninguém
Ninguém.
Bj
(outro para a Lis)

21 Julho, 2007 01:25  
Blogger Isabel-F. said...

que belas palavras Manel ...

que maravilha ... não sei que mais dizer ...

beijinhos e fica bem

22 Julho, 2007 20:09  
Blogger Olhos de mel said...

Oie meu amigo! Espero que esteja melhor. Que sua semana seja cheia de grandes realizações.
Fica com Deus!
Bjs.

23 Julho, 2007 01:57  
Blogger residente said...

A população de uma rua da cidade de Almada está indignada com a falta de ética política e desrespeito a compromissos assumidos por alguns autarcas, nomeadamente a Presidente da CMAlmada, que não querem respeitar uma decisão democrática do Governo, a favor dos residentes locais.
Aceda a http://triangulodaramalha.blogspot.com e veja as razões dos moradores.
A imprensa escrita não divulga actualmente esta atitude antidemocrática da Presidente da Câmara e seus acompanhantes.

23 Julho, 2007 09:37  
Blogger Manel do Montado said...

Porque Germano e género humano não são a mesma coisa e quebrando uma regra de não comentar comentários, não podia deixar passar em claro o que o bloguista residente aqui deixou, de forma abusiva e despropositada.
O comentário infra foi o que lhe deixei no seu espaço.

Caro Residente,

Tendo surgido o seu comentário no meu blog numa altura em que sofro a perda de uma pessoa e sendo sobre isso mesmo o meu post, achei de muito mau tom ter colocado lá uma mensagem que nada tem a ver com o que escrevi.
De futuro sugiro-lhe que tenha a sensibilidade de ler o que lá está postado e não tomar a atitude que tomou, muito ao estilo de publicidade não desejada.
No entanto, e como o meu espaço é livre, a sua mensagem por lá ficará para que outros apreciem do seu conteúdo e afiram, se assim o entenderem, do abuso que fez do meu espaço nos termos que expus supra, e só nesses.
Cordiais cumprimentos,
Manel do Montado

23 Julho, 2007 12:18  
Blogger residente said...

Ao visitar seu Blog li de facto o seu Post e não era meu propósito colocar a mensagem nesse mesmo.
Aconteceu por inadvertência minha tê-lo feito aí, só por isso porque li seus posts e até se enquadrava em temas que por lá estão.
Compreendendo que sinta de algum modo uma intromissão na sua esfera pessoal, mas não foi esse o propósito, nem manifestação de alguma falta de respeito pelos seus sentimentos dado o conteúdo do que inseri em nada os ferir ou ofender.
Daí apresento desde já minhas desculpas pelos possíveis danos que provoquei, sem o desejar, na sua sensibilidade pessoal que compreendo, repito.
Com os meus cumprimentos

23 Julho, 2007 13:17  
Blogger O Transmontano said...

De quando em quando, volto para aferir da sensibilidade dos género humanos.
Bambino, acho que o que deverias fazer, era escorraçar este residente do teu blog, uma vez que Cristo, também não teve pejo em fazê-lo com os abusadores do templo do Pai.
Não te ficaria mal, antes pelo contrário, ficava-te infinitamente bem, varrer esse comentário de um ser sem valores, sem princípios, sem moral e sem sentimentos.
Oh LIS, grande Senhora, perdoa este abuso deste energúmeno porque o Bambino, vai concerteza varrer tal porcaria deste post que é um Hino ao Amor e um Santuário de Nobreza.
O meu profundo respeito.
Um abraço ao meu Amigo Bambino e um Beijinho à LIS.

23 Julho, 2007 17:23  
Anonymous aDesenhar said...

residente
não adianta pedir desculpas quando este seu gesto publicitário é repetido vezes sem conta nos blogs! já aconteceu no meu blog e reparo que
continua a insistir no mesmo copy/past desalmado, óbviamente desfasado do conteudo do post/tema.
Caso não saiba, tem os canais próprios para encetar a sua luta.
No meu blog, como se tratava apenas de um post trivial não respondi, ignorando o seu comentário, mas neste caso é diferente, pelo próprio conteúdo do post do Manel.
está na altura de repensar sériamente a sua estratégia de divulgação deste seu caso, sinceramente, pela experiência que tenho da blogoesfera garanto-lhe que
optou por uma má solução.
se quiser um exemplo posso dar-lhe este: http://averdadeacimadetudo.blogspot.com/
como nunca é tarde para aprender, pode aproveitar as directrizes deste blog.
.(ponto final)

Manel
faço uma pequena idéia como te sentes neste momento. A vida é assim, e quando toca fundo, é difícil superar estas agruras da vida, que espero sejam atenuadas com o passar do tempo.

Aquele abraço amigo
mama sumae

24 Julho, 2007 15:18  
Anonymous Anónimo said...

Fico sempre comovida quando leio ou ouço falar de grandes amores. Dizem que o amor eterno não existe... só os Poetas falam dele... Mentira!
Quem amou assim, sabe que esse amor existe, é real, é lindo, e tão doloroso quando se perde. Obrigada Manel pela partilha, pela sinceridade das suas palavras ao falar do AMOR puro! Eu amo assim, alguém que "perdi" há tantos anos, esqueci quantos... Um brinde a quem sabe AMAR!

24 Julho, 2007 23:55  
Blogger Um Poema said...

Manel,
Lendo os comentários, não posso, nem quero deixar de manifestar-te o meu apoio e solidariedade.
Há pessoas que mostram ser duma insensibilidade não apenas infeliz mas inoportuna. E isso, no mínimo, é desrespeito. E a falta de respeito, qualquer que ela seja, é sempre ofensiva.

Um abraço

25 Julho, 2007 19:51  
Blogger irneh said...

Um lindo texto que melhor fora não tivesses tido necessidade de escrever. Perder quem se ama só pode ser dito por aqueles a quem acontece. Resta-nos, depois, alimentar a alma com as recordações dos momentos que partilhámos e que foram únicos.

Um abraço.

25 Julho, 2007 21:23  
Blogger Olhos de mel said...

Oie menino lindo! Espero que esteja melhor. Fique com Deus!
Bjs.

26 Julho, 2007 18:40  
Blogger Odele Souza said...

Manel,
Estou aqui porque seu blog foi mencionado por um poema...por despertar em quem o lê, EMOÇÕES. E assim é. Sua sensibilidade é tocante, assim como tocante é seu amor por Lis.
Fique com meu carinho e admiração.

27 Julho, 2007 17:52  
Blogger Lumife said...

VOU DE FÉRIAS! BOAS FÉRIAS!

Um abraço

28 Julho, 2007 13:25  
Blogger M R said...

Manel és uma pessoa muito sensível...conheço-te!

A vida prega-nos partidas.
Não te culpes, a vida escorre...

"Ninguém sabe o suficiente para chamar os outros de ignorante"

Abraço forte de amizade
MAMA SUME!!!

M
Á
R
I
O
RELVAS

29 Julho, 2007 17:39  
Blogger Isabel-F. said...

oi Manel,

passei para saber de ti e deixar-te um beijo terno

30 Julho, 2007 17:29  
Blogger Bolinha said...

Lindo obrigada, bêjo

01 Agosto, 2007 02:06  
Blogger Micas said...

Manel...Estes dois últimos textos calaram-me fundo...os olhos, esses ainda continuam marejados, porque me revi tal como revi alguém que ainda hoje me é muito especial. Porque é que somos assim??? porque é que deixamos a felicidade escapar-nos por entre os dedos como areia da praia??? a vida pode ser tão fácil, porque é que a complicamos sempre???
Deixo-te o meu silêncio e um beijo, paz para a tua amiga

01 Agosto, 2007 08:36  
Anonymous Anónimo said...

parabéns,
é sempre dificil falar de amor
mas leio nas suas palavras uma genuína sinceridade.
Sónia

01 Agosto, 2007 16:35  
Blogger Paquanina said...

"a vida pode ser tão fácil, porque é que a complicamos sempre???"

Não acredito nisto...
Nós é que, ao escolher sempre o caminho mais fácil, complicamos tudo!

Fica bem,
Eu vou-me embora.

01 Agosto, 2007 18:01  
Blogger Menina_marota said...

É a terceira vez que leio este post e fico sempre com um nó na garganta.

Conheço a tua frontalidade em tudo o que escreves. Conheço a sensibilidade e força humana do teu caractér. E sei que esta tua mensagem te saiu do coração.
Porque o Amor tem esta força!
E esteja onde estiver, a Lis está a sorrir para ti e a proteger-te.

Eu acredito nisso!

Um abraço solidário, meu querido Amigo, de quem conhece bem a perda de um Amor...

O.

01 Agosto, 2007 19:00  
Blogger M R said...

Em homenagem à Lis, ao Roma Perira!
Meu camarada, em homenagem á HONRA, á seriedade e à verdadeira camaradagem onde se dá a vida, se chora e se sorri pelo camarada,pelos camaradas, sua verdadeira família!

Trago-te o teu coments... com algo mais!

Abraço
MR

Manel do Montado disse...

Eu tive um camarada

Em combate eu tive um camarada,
Não encontrarás outro igual
O tambor chama-nos para a luta
Ele caminha sempre ao meu lado
Para o bom e para o mau.

Uma bala voa nossa direcção,
Será para mim ou para ti?
Arrancou-lhe a vida,
Jaz agora a meus pés,
Levando uma parte de mim.

A sua mão ergue-se e segura a minha.
Enquanto recarrego a arma.
Não te posso dar a minha mão,
Fica aí na vida eterna,
Meu bom camarada!

Texto adaptado de uma canção de marcha da Legião Estrangeira (Ich hatt' einen Kameraden), que foi trazida para o 2º Regimento Estrangeiro de Pára-quedistas pelos “paras” alemães que a seguir à II GM se alistaram no 1º REP, tendo quase todos morrido na Indochina, na batalha de Dien Bien Phu.

Ao João Roma Pereira e a todos os meus irmãos Comandos.

1 de Agosto de 2007 20:03
Eliminar
M R disse...

Caro Manel, a Legião é uma Pátria.Foram os alemães a seguir à 2ª grande guerra,com esta bela canção e versos, foram portugueses depois da guerra colonial e pós 25 de Abri, espanhóis e italianos, ingleses, brasileiros, americanos, africanos......Agora os soldados russos e de leste...

Mas os portugueses são muito bem conotados naquela pátria, como bem sabes!

"LEGIO PATRIA NOSTRA"

A batalha de Dien Bien Phu, foi realmente a última do exército francês na Indochina e a última do 1º REP que assegurou a retirada das forças francesas até ao fim!

Foi constituido o 2º REP com destino à Argélia "francesa".

A legião encerra um caracter mítico de camaradagem e irmandade para lá do nome, do país de origem... ali conta o momento, os cantares e a vivência daquele fantástico corpo de tropas de élite.

Ali serviram alguns, não poucos Comandos...

Dali vieram ensinamentos e algumas músicas.
A TI!
Abraço

MAMA SUME!!

1 de Agosto de 2007 21:22
Eliminar

01 Agosto, 2007 21:38  
Anonymous Maria said...

Caro Manel,

Comove-me profundamente a sua dor, como como me comove e me move o amor. Não haverá "dor mais dorida" do que aquela sem origem determinda, aquela que se cala pq os outros não veêm... é a dor do amor... todos os amores doem, mas há sem dúvida amores que doem mais que outros... os maiores amores da vida nem sempre são possíveis, são os amores quase possiveis, aqueles para os quais "teria bastado um golpe de asa"... "se ao menos eu permanecesse áquem...."

Creia-me consigo na sua perda,

MM

02 Agosto, 2007 00:01  
Blogger Rosa Brava said...

A sensibilidade deste texto é comovente e tocante, de um realismo que nos entra no coração e permanece...

Beijinho

(passa pelo "Refúgio", tens lá uma resposta para ti...)

02 Agosto, 2007 15:09  
Blogger Olhos de mel said...

Que dizer num momento em que a dor nos imobiliza? Aceitar o destino, acalentar nossa alma?
Bom fim de semana! Fique com Deus!
Bjs

03 Agosto, 2007 03:51  
Blogger david santos said...

Olá, Manel.
Vim ler este espectacular texto que aqui nos apresentas e desejar-te um bom fim-de-semana.

03 Agosto, 2007 23:31  
Blogger Paulo Sempre said...

São, por vezes, inuteis as palavras quando a dor é maior. É nos verdadeiros silêncios que se ouvem os maiores gritos ou os mais secretos dos pretéritos segredos...
Amar é aquele facetado e eterno espelho onde nos revemos sempre: umas vezes magnificamente favorecidos...outras vezes, não.
Abraço
Paulo

04 Agosto, 2007 01:14  
Blogger Menina_marota said...

Tens um desafio aqui:

http://www.mgrande.com/weblog/index.php/eternamentemenina/

Que espero que possas aceitar.

Um abraço e bom fim de semana ;))

04 Agosto, 2007 22:47  
Blogger Alma de Poeta said...

Já vim ler este texto uma meia duzia de vezes e de todas elas me comovi e sai de fininho porque nem tive coragem de comentar.

Aliás, nem é de comentar, é para se sentir.

Sinto muito pelo que aconteceu a esta senhora e pelo sofrimento que esta perda lhe causou.
Gostaria de dizer o quanto me faz bem ler estas palavras e saber que ainda existem pessoas com as quais me identifico, felicitando-o pela coragem de publicamente revelar os seus sentimentos mais intimos, que julgo que para além de um adeus, são um grito da alma.
Amar assim até dói, mas é tão bom e tão belo quando se tem essa capacidade de saber dar e receber.
Muita gente passa pela vida sem saber o verdadeiro significado do amor.
Um beijo com carinho

23 Agosto, 2007 00:10  
Blogger lobissima said...

Raramente comento blogs, mas ao ler este teu post, foi irresistivel a minha vontade de aqui deixar algo.Sensibilizou-me a forma sentida como expões os teus sentimentos!Muito raramente um homem o faz, a não ser quando ama verdadeiramente.
Acredita que sei bem o que sentes, porque já vivi situações identicas à que retratas com tanta intensidade.
Gostei!

23 Agosto, 2007 19:59  
Blogger Ana Luar said...

Quedei perante o que li Manel... tudo o que eu pudesse falar seria pequeno comparado ctg e com o que escreveste.

BEIJO-TE exactamente assim......... em dó maior

26 Agosto, 2007 17:11  
Blogger Morgana said...

Vim cá parar por acaso e o que li é realmente belíssimo.De uma força, uma energia e de uma mor sublime. Uma verdadeira ode ao Amor e à cobardia humana.
Os meus sinceros parabêns.
Marisa

25 Setembro, 2007 16:51  
Anonymous Anónimo said...

Desculpem-me : os homens são muito cobardes !
Peço perdão às raríssimas excepções!!

Lurdes

11 Janeiro, 2008 15:29  
Anonymous Anónimo said...

Nossa....
Um relato assim tão cheio de ternura,cheguei a chorar...
Não conheço oSr...Mas parece um militar ....
E dai vi que os Militares também tem coração...
Um grande abraço.

28 Fevereiro, 2008 19:41  

Enviar um comentário

<< Home